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Plagiocefalia – Prevenção e tratamento

Com a ajuda da Dra. Inês da Osteopraxis, já vos expliquei o que é a Plagiocefalia, no artigo que vos recomendo ler, antes de começarem a ler este artigo que fala sobre o Tratamento da Plagiocefalia Posicional.

O tratamento da plagiocefalia posicional começa pela prevenção. As recomendações devem ser feitas durante o primeiro mês de vida, de preferência na maternidade.

As medidas de prevenção são:

  • Alternar ao longo do dia a posição da cabeça do bebé;
  • Durante a noite, colocar em decúbito dorsal e alternar, a cada semana, a posição da cabeça para o qual o bebé dorme; geralmente os bebés têm tendência para adormecer virados para um determinado lado, logo nem sempre é fácil controlar a posição da cabeça. Algumas sugestões são alterar a localização do berço no quarto ou fazer a cama «ao contrário», com a cabeça na localização prévia dos pés;
  • Quando acordado, o bebé deve ser colocado por períodos em decúbito ventral (de barriga para baixo), sob supervisão – “Tummy time”;
  • Evitar que o bebé permanecer durante longos períodos dentro dos “ovinhos”, espreguiçadeiras, ou carros de transporte;
  • Se sob aleitamento artificial, evitar dar o biberão sempre na mesma posição.

Existem almofadas concebidas especificamente para prevenir as deformidades cranianas do bebé. Ainda não se encontram estudos publicados sobre a sua eficácia, mas são cada vez mais recomendada por pediatras, fisioterapeutas e Osteopatas. Eu habitualmente recomendo a Mimos®(www.infocefalia.com, Mimos®) ou a Lovenest (concebida por um Pediatra)

Imagem mimos pillownorden
Imagem Instagram mimos pillownorden

Medidas correctivas na ocorrência de plagiocefalia posicional
Segundo a Dra. Inês, Osteopata da Osteopraxis, perante uma situação de plagiocefalia posicional, o tratamento consiste em medidas conservadoras (não cirúrgicas), de acordo com a gravidade da assimetria craniana. Para
além dos conselhos de reposicionamento anteriormente referidos, que podem ser usados para minimizar a sua progressão, as medidas correctivas são:

  • Orientar estímulos visuais para o lado desejado (do lado contrário ao afectado);
  • Técnicas de Osteopatia craniana: vão favorecer o crescimento do crânio na direcção da simetria. Estas técnicas, indolores para o bebé, vão aproveitar a maleabilidade típica do crânio do bebe, para restaurar o movimento normal de cada osso do crânio, de uma forma individual e
    em articulação com os restantes ossos do crânio.
    As técnicas de osteopatia craniana são  eficazes até ao 5º mês do bebé. A partir do 8º mês do bebé, os resultados com técnicas osteopáticas são muito mais incertos, pois vão depender se a fontanela anterior está quase fechada ou ainda bastante aberta.
  • Ortótese craniana (capacete): o uso de capacete é recomendado nos casos de plagiocefalia posicional severa e/ou nos casos em que as técnicas de reposicionamento postural e de osteopatia craniana não alcançaram os resultados pretendidos.
Imagem Mightymultiples
Imagem Instagram Mightymultiples

O uso de capacete é controverso dentro da comunidade osteopática, uma vez que actua de forma restritiva e não mecânica sobre o crânio; ou seja o capacete limita e corrige o crescimento do crânio de acordo com a forma do próprio capacete. Uma vez retirado o capacete, não estando a mobilidade do
crânio corrigida, e tendo em conta o grande crescimento do crânio nesta fase da vida, existe o receio de o crânio voltar a adquirir a sua forma achatada.
De acordo com a experiência profissional da Dra. Inês, mesmo que o bebé tenha indicação para o uso de capacete deverá manter o acompanhamento osteopático, o que vai permitir reduzir o tempo de tratamento com o capacete e manter o crânio mais flexível.
A plagiocefalia é muito mais do que um problema estético. A incorrecta mobilidade dos ossos do crânio e a assimetria óssea, favorecem o compromisso dos nervos que atravessam a caixa craniana e que são responsáveis, por exemplo, pela inervação das estruturas relacionadas com a visão, audição e fala. Estão estudadas e documentadas a existência de alterações visuais (Siatkowski RM, Fortney AC, Nazir SA, Cannon SL,
Panchal J, Francel P, Feuer W, Ahmad W, 2005), auditivas (Balan P, Kushnerenko E, Sahlin P, Huotilainen M, Näätänen R, Hukki J., 2002) e da fala (Korpilathi, 2002) em crianças com plagiocefalias não corrigidas.
Está também documentada a existência de outros tipos de problemas associados à plagiocefalia posicional: alterações na oclusão dentária, disfunções da articulação têmporo-mandibular, escolioses vertebrais entre outros.

Sendo assim, recomendo que em caso de dúvida, procure o quanto antes um Osteopata, que faça a avaliação e se necessário, comece a correcção enquanto ainda é possível.

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