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O Sol e as crianças

O sol faz parte da nossa vida e contribui para o nosso bem-estar.

Nesta altura do ano, as praias começam a ser procuradas, principalmente se o sol aparecer! É nesta altura, que grande parte das famílias com crianças escolhem locais com praias para passarem férias. Descansando e adquirindo um tom bronzeado, que atribui um “ar saudável” e cobiçado. Esta atitude, tão própria da sociedade em que vivemos, pode ter resultados indesejáveis, sobretudo se não se tiverem alguns cuidados.

Radiações produzidas pelo Sol

A luz solar, além da radiação visível, transmite raios invisíveis prejudiciais para a pele, os infravermelhos e ultravioleta. No entanto, se aproveitados de forma sensata e criteriosa, têm igualmente funções benéficas como é o caso da produção de vitamina D, tão importante no crescimento das crianças. Os raios, são mais intensos na proximidade do meio-dia, razão pela qual se deve evitar a exposição nessas horas,  e nos dias mais límpidos. O nevoeiro e a neblina apenas protegem parcialmente dessas radiações, e por isso devem manter-se os cuidados de proteção nesses dias.

Os raios ultravioletas refletem-se nas superfícies claras: nos grandes areais o perigo de queimaduras solares é maior do que em praias de areia escura e com rochedos.

Os protetores solares

As crianças, que não se conseguem bronzear com facilidade e que ficam vermelhas após pequenas exposições ao Sol, devem usar filtros solares. Os protetores de Sol – filtros solares – protegem das radiações solares mais perigosas, permitindo que as pessoas se exponham com menor risco e até durante mais tempo, evitando assim as queimaduras.

Há essencialmente dois tipos de filtros: os físicos e os químicos. Os físicos são os mais eficazes porque refletem as radiações visíveis e as ultravioletas. Por tornarem a pele esbranquiçada, não são cosmeticamente bem aceites. Os químicos, absorvem as radiações mas são na realidade mais agradáveis de aplicar. Hoje em dia, há misturas de filtros muito eficazes e que se tornam transparentes na aplicação. A escolha do filtro deve basear-se:

1.  Composição: não usar produtos cuja fórmula seja desconhecida ou esteja omissa na embalagem.

2. O produto deve ter descriminado a respetiva potência protetora. Esta é designada na embalagem por “fator de proteção”. O número do fator é calculado atendendo à dose de radiação que é necessária para que a pele protegida pelo filtro fique vermelha e a dose necessária para produzir o mesmo efeito em pele não protegida. A Comissão Europeia defende que todas as fórmulas, sem excepção, devem proteger não só contra os raios UVB (principais responsáveis pelas queimaduras solares e cancro cutâneo) como também contra os raios UVA (igualmente responsáveis pelo cancro da pele e envelhecimento cutâneo prematuro).

Nas peles mais sensíveis (nas crianças) deve ser usado um fator de proteção alto (+50). Assim, a proteção contra os raios solares é maior e o bronzeamento será mais lento, evitando as queimaduras.

3. Verificar se o produto é resistente à água e ao suor. A sua eficácia também vai depender deste fator

4. Escolher um produto de fácil aplicação, para que este processo não se torne um drama.

Regras básicas para quando vai à praia

Se a sua pele e a das suas crianças, é muito branca, exponha-a pouco tempo ao sol e use sempre um protetor solar, que deve ser colocado, antes da exposição solar e renovado sempre que a criança se molha.

Nos primeiros dias exponha a criança por curtos períodos de tempo. Existem tendas já com barreiras UV, esta poderá ser uma boa opção. Não dispa a criança na totalidade (mantenha uma t-shirt branca, por exemplo) e não a leve à praia nas horas de maior calor (11h-16h), não só pelo efeito nocivo dos raios como também pelo calor excessivo. Leve água fresca para a criança beber sempre que tenha sede. Incentive-a, a beber, pois por vezes as crianças quando brincam esquecem-se de pedir. Nunca leve bebés com menos de 3-6 meses para a praia.  As crianças mais crescidas devem usar chapéus com abas, protegendo assim também a face. Usar o cabelo comprido é útil, porque protege parcialmente a face, pescoço e ombros. O uso de óculos de sol, poderá ser benéfico, principalmente nos olhos claros, mas se a sua criança não se adapta aos óculos de sol, um chapéu com abas ou boné pode ser o suficiente.

Para sua melhor orientação, pode permanecer na praia quando a sombra da criança projetada pelo sol na areia, for maior que a própria criança; quando a sombra é mais pequena ou igual está na hora de ir embora.

Não deixe a pele ficar vermelha. Se isto acontecer aplique apenas um creme suave. Nunca use álcool ou loções que o contenham. Se evoluir para queimadura, não volte à praia, até a queimadura estar completamente curada.

Se a criança estiver a tomar medicamentos, não deve ir à praia (sem consultar o seu médico) ou se estiver doente. Muitos produtos administrados por problemas banais contra-indicam a exposição ao sol.

Não se esqueça que mais vale prevenir do que remediar! Divirta-se e boas férias!

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