Blog,  Familia

Malária

Nos últimos tempos e depois da  passagem do ciclone Idai em Moçambique, tem-se falado mais na malária. Deixo aqui um pequeno resumo sobre esta doença que ainda mata muitas pessoas!

A malária é provocada por um parasita, o Plasmodium, sendo o Plasmodium falciparum um dos cinco, responsáveis pela maioria dos casos graves ou fatais. Esse parasita é transmitido através da picada do mosquito fêmea. Uma vez no organismo, os parasitas vão multiplicando-se no fígado e infectando os glóbulos vermelhos do sangue.

O mosquito que transmite a malária habitualmente pica durante a noite. Se o mosquito picar alguém com malária poderá transmitir o parasita a outras pessoas.

Inicialmente, o parasita entra na corrente sanguínea e viaja até ao fígado. Local onde a infecção se desenvolve antes de reentrar no sangue e invadir os glóbulos vermelhos. O parasita cresce e multiplica-se dentro desses glóbulos e em intervalos regulares, os glóbulos rompem libertando mais parasitas para o sangue, e assim sucessivamente a cada 48 a 72 horas. O período de incubação é de 7 dias a meses (geralmente superior ou igual a 14 dias) após a exposição a uma área de risco.

Os sintomas mais comuns, são a febre, os calafrios e os suores, mas outros tais como a dor de cabeça, dores no corpo, enjoo e cansaço também podem estar presentes. Em situações de doença grave os sintomas podem ser:

  • convulsões;
  • anemias graves;
  • alteração do estado de consciência (sonolência intensa ou coma)
  • alterações de coagulação sanguínea;
  • Hipotensão arterial;
  • Diminuição de produção da urina;

A doença pode ser mortal, mas tem cura. O diagnóstico realiza-se através de análises ao sangue, e deve ser feito sempre que há suspeita. Quanto mais precoce for feito o diagnóstico, melhor são os resultados. O Tratamento pode ser feito em ambulatório por via oral, ou em meio hospitalar, com medicamentos endovenosos, em situações mais complicadas!

A Prevenção deve ser a primeira abordagem, em zonas de risco deve usar-se roupas compridas e claras, para evitar a menor exposição do corpo ao mosquito, calçado fechado, usar repelentes, no quarto dormir com rede mosquiteira, e colocar redes nas janelas. Há medicamentos  para a prevenção da doença que devem ser aconselhados pelo médico, na consulta do viajante, caso se desloque para locais de risco.

Foi declarada em 1973 a erradicação desta doença em Portugal. Ou seja, não há transmissão em território nacional. No entanto, mantém-se a transmissão em determinados países de África, América Latina, Caraíbas, Ásia (incluindo o Sudeste Asiático e Médio Oriente) Europa de Leste e Pacífico Sul. Não se esqueça se vai viajar para um destes destinos, é muito importante agendar a consulta do Viajante com antecedência e tomar as medidas prescritas!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *