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Dias quentes, saiba o que fazer se o seu bebé estiver desidratado!

Os dias quentes vão sendo cada vez mais frequentes e o verão não tarda a chegar. Por isso está na altura de falar sobre os sintomas da desidratação nos bebés e como proceder. Neste tema pedi ajuda ao Dr. Fernando Chaves, Neonatologista do Hospital da Estefânia e do Hospital Lusíadas de Lisboa.

Em primeiro lugar é importante distinguir o tipo de desidratação!
Segundo o Dr. Fernando Chaves, importa fazer a distinção entre a desidratação de um recém-nascido (com menos de 29 dias) e a de um lactente (com mais de 29 dias).

Num recém-nascido que se alimenta de Leite Materno em exclusivo é natural que a jovem mãe, não se aperceba que a quantidade de leite ingerida pelo seu bebé possa ser insuficiente. Esta é, aliás, um dos maiores receios das recém-mamãs. Com o intuito de afastar essa dúvida, é indispensável que o recém-nascido seja pesado todas as semanas, enquanto é alimentado apenas com leite materno, além de que tem de levá-lo ao pediatra duas vezes no primeiro mês de vida. Nestas consultas o pediatra avalia sinais de desidratação e Quando necessário, a suplementação do aleitamento materno com fórmulas adaptadas deve ser instituída”, frisa o especialista.

No caso do lactente, dos bebés e crianças com mais de um ano, a desidratação ocorre, geralmente, devido ao aumento das perdas, nomeadamente por vómitos e/ou diarreia”, esclarece Fernando Chaves.

O calor é outra das causas da desidratação, pelo que é fundamental evitar a exposição do seu filho a ambientes com temperaturas muito altas. Todos estes factores levam à perda de líquidos, sendo necessário a sua reposição através da ingestão de água.

Os Sintomas “variam muito conforme o tipo de desidratação e a gravidade desta situação”, afirma o pediatra.

O Dr. Fernando Chaves alerta para os seguintes sinais de desidratação, que devem ter em conta:
– Irritabilidade;
– Prostração;
– Sonolência excessiva;
– Diminuição da diurese (quantidade de urina) e com um odor forte;
– Lábios e/ou boca seca;
– Língua pastosa;
– Depressão na fontanela (moleirinha);
– Redução da elasticidade da pele.

Tratamento:

O procedimento correcto mediante um quadro clínico de desidratação “passa por repor os líquidos perdidos”, afirma o pediatra. A administração dos mesmos “pode e deve ser feita por via oral – nas situações mais ligeiras –, e por via endovenosa em casos mais graves ou quando a criança não tolera a via oral”, justifica. A reposição de líquidos por via oral é feita por solutos para reidratação, que se encontram à venda em farmácias, os quais pode também levar no estojo de primeiros socorros quando vai de férias, mas não sem antes se informar junto do pediatra do seu bebé.
A gravidade do problema é elevada quando, claro está, se trata de um recém-nascido. Perante este cenário, continue a dar de mamar ao seu filho ou dê-lhe um biberão com mais leite e dirija-se rapidamente ao pediatra, ao centro de saúde da sua área de residência ou ao hospital mais próximo.

Como evitar?

A melhor maneira de evitar que o seu filho desidrate consiste na prevenção. Portanto, dê-lhe de mamar mais vezes ou, se tiver mais de seis meses e já tiver iniciado a introdução dos sólidos, não se esqueça de incluir a água na sua alimentação. Para o efeito, precisa de ter sempre água à mão previamente fervida por cinco minutos e arrefecida para o pequeno beber as vezes que achar necessário; ou se preferir água mineral. Escolha sempre espaços que sejam arejados, para que a temperatura ambiente não se torne excessiva. E só para relembrar, pois por vezes, fico com a ideia que os pais desconhecem, que não devem levar os bebés à praia entre as 11h e as 17h.

Com a colaboração de Fernando Chaves
Pediatra/Neonatologista

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